A professora americana Michelle Hartmann tinha 42 anos em 2024 quando contraiu gripe A, causada pelo vírus influenza A. Desde então, ela apresenta problemas cardíacos e precisou passar por um transplante de coração.
Mãe de quatro meninos, ela conta em suas redes sociais que sentia muita falta de ar, cansaço e tontura e que não tinha nenhum problemas de saúde antes da infecção.
Segundo ela, após algumas consultas, foi encaminhada ao cardiologista. O especialista disse que os sintomas estavam indicando um quadro de miocardite provocada pela gripe, uma inflamação no coração que pode deixar cicatrizes no órgão.
Mais tarde, o diagnóstico principal foi de insuficiência cardíaca. Apesar do tratamento que começou a fazer com medicamentos passados pelo médico, os sintomas de Michelle continuaram piorando.
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do Metrópoles Saúde e Ciência
Da falta de ar aos desmaios
Ainda em 2024, a professora foi infectada pela gripe B, causada pelo vírus influenza B. Mesmo indisposta, Michelle viajou com a família. No meio da viagem, ela sentiu o coração disparar e precisou voltar às pressas para casa.
De volta ao hospital, ela sentia novos sintomas: falta de ar ao se deitar, taquicardia e vômitos. Os primeiros exames de sangue porém, não apontaram alterações, mas ela pediu uma investigação adicional.
Os novos resultados levaram-na de volta ao cardiologista. Michelle recebeu um desfibrilador e um marca-passo mas, mesmo assim, continuou enfrentando episódios de mal-estar e desmaios nos meses seguintes.
Insuficiência cardíaca
- O que é: uma condição em que o coração não consegue bombear sangue em quantidade adequada para atender às necessidades dos órgãos.
- Possíveis causas: incluem infarto, pressão alta não controlada, doença de Chagas, problemas nas válvulas, condições genéticas e infecções no coração.
- Principais sintomas: falta de ar durante atividades ou ao deitar, cansaço, inchaço nos pés e nas pernas e tosse noturna. Também pode ocorrer ganho rápido de peso.
- Sinais de emergência: piora acentuada da falta de ar, dificuldade para respirar e desmaios exigem atendimento imediato.
- Tratamento: envolve medicamentos e cuidados diários orientados pela equipe de saúde. Em quadros avançados que não respondem ao tratamento, pode ser considerada uma avaliação para transplante.
A piora levou ao transplante
Com a persistência dos sintomas, o cansaço e a falta de ar passaram a limitar tarefas simples da rotina, como subir escadas ou caminhar da sala de aula até o banheiro. Os especialistas que acompanhavam Michelle indicaram com urgência um transplante de coração.
A professora só conseguiu ser internada em setembro de 2025, quando já apresentava o quadro de insuficiência cardíaca avançada.
Em outubro, Michelle recebeu seu novo coração. Porém, ela descobriu que seu organismo estava rejeitando o coração transplantado. A professora precisou de outra internação, recebeu esteroides e teve os medicamentos ajustados.
Atualmente com 44 anos, Michelle afirma estar se sentindo bem e relata que a biópsia mais recente, realizada em agosto de 2026, não mostrou rejeição ao coração. Ela voltou a dar aulas normalmente e escreveu uma carta de seis páginas para agradecer à família do doador. Perto de completar um ano do transplante, Michelle diz que pretende continuar viva e aproveitar a vida ao lado dos filhos.