Policiais militares do 22º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) da Força Tática foram afastados do serviço operacional após a morte de um suspeito rendido na noite da última segunda-feira (4/5) em Cidade Ademar, na zona sul de São Paulo.
A ação foi flagrada por uma testemunha em vídeo. As imagens são fortes. Veja:
No vídeo, um suspeito está com as mãos no painel do carro quando é alvejado por um policial militar. Em seguida, um dos agentes aparece apreendendo objetos do automóvel. As imagens mostram ainda o baleado sendo retirado à uma ambulância.
O morador que gravou os vídeos sofreu ameaças. “A Rota invadiu minha casa e me forçou a apagar os vídeos”, disse a testemunha ao prestar depoimento no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), conforme ele relatou à reportagem. O homem também foi ouvido pela Corregedoria da Polícia Militar.
O que diz a SSP
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que os policiais suspeitaram de um veículo que tentou fugir e colidiu com uma viatura. Um dos ocupantes foi detido e o outro, de 20 anos, permaneceu armado no carro, sendo atingido após intervenção policial.
Foram apreendidos uma pistola calibre 9mm e porções de maconha, cocaína, crack e lança-perfume.
Ainda segundo a SSP, o suspeito baleado morreu no Hospital Pedreira, também na zona sul paulistana. Testemunhas oculares afirmam, no entanto, que o rapaz foi retirado morto do local (veja vídeo acima).
PMs são afastados das ruas
De acordo com a pasta, os policiais militares foram afastados do serviço operacional. Não foi informado o número de agentes envolvidos na ocorrência e nem se todos eles receberam a mesma punição.
As armas dos policiais foram apreendidas e passam por perícia, e as imagens captadas pelas câmeras corporais estão sendo analisadas.
A SSP destacou que todas as circunstâncias dos fatos são investigadas pelo DHPP, da Polícia Civil. Além disso, a Polícia Militar instaurou um inquérito próprio para apurar a dinâmica da ocorrência.
Exames periciais foram requisitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) para auxiliar nas investigações.