Um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul (RS) em 2024 afetou mais de 6,3 milhões de moradores de 133 cidades gaúchas.
O episódio é considerado o maior desastre natural da história do estado, e foi provocado por chuvas muito fortes em poucos dias. O RS enfrentou alagamentos, enxurradas e deslizamentos, que destruíram casas, interroperam serviços e prejudicaram até hospitais, estradas e o principal aeroporto de Porto Alegre.






Estado de calamidade pública após enchentes causadas pela forte chuva atingiram o Rio Grande do Sul
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A chuva do final de semana não fui suficiente para tirar o ânimo dos moradores da cidade de Sapucaia do Sul
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Cliciane de Souza da Silva e o marido Diorgenes Gonçalves Menezes carregam uma geladeira pela rua da cidade de Sapucaia do Sul
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29 de abril a 3 de maio – Enchentes no estado brasileiro do Rio Grande do Sul
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A pesquisa revela que a maioria das pessoas atingidas tinha renda de até R$ 5 mil por mês.
Quase 15% dos moradores precisaram deixar suas casas e se mudar depois das enchentes. Nas regiões mais afetadas, esse número chega a mais de 2,3 milhões de domicílios.
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O estudo também mostra que a situação foi difícil dentro de casa. Em quase nove de cada 10 residências houve algum problema provocado pelas enchentes. Os mais comuns foram a falta de água e de energia elétrica.
Além disso, mais da metade das moradias sofreu algum tipo de dano à estrutura, desde rachaduras e infiltrações até problemas mais graves.
Mas os prejuízos não ficaram só nas paredes das casas. Os impactos foram muito além dos prejuízos materiais. Eles também atingiram a saúde e a rotina das famílias. Mais de 67% dos entrevistados disseram que tiveram a saúde mental afetada. Quase 60% relataram dificuldades para manter a convivência com parentes e amigos. E mais da metade encontrou obstáculos para chegar ao trabalho, à escola ou à creche.
Na hora do socorro, os voluntários tiveram um papel fundamental. Eles participaram de quase 75% dos resgates realizados. O transporte aquático, como barcos e botes, foi o mais usado para retirar as pessoas das áreas alagadas.
Passado mais de dois anos da tragédia, apenas 17% avaliam que a qualidade de vida melhorou desde então. Já um quarto dos atingidos afirma que a situação piorou. Para a maior parte da população, a vida continua praticamente a mesma, ainda marcada pelas consequências do desastre.
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