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Prefeitura rejeita novo pedido da Uber para operação de mototáxi em SP

A Prefeitura de São Paulo junto ao Comitê Municipal de Uso do Viário rejeitou o novo pedido da empresa Uber para operação do serviço de mototáxi na capital paulista, em decisão dessa quarta-feira (15/7).

Segundo a administração municipal, a empresa de transporte por aplicativo “não apresentou documento que comprovasse o requisito de contratação de seguro de acidentes pessoais, conforme previsto na legislação”.

Mototáxi
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Mototáxi

Paulo Pinto/Agência Brasil

Entidade apontou que exigência inviabilizava autorização para empresas interessadas no serviço
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Entidade apontou que exigência inviabilizava autorização para empresas interessadas no serviço

Reprodução/Getty Images

Ponto de mototáxi em Perus, zona norte
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Ponto de mototáxi em Perus, zona norte

Bruno Ribeiro/Metrópoles

Mototáxi na zona sul de São Paulo
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Mototáxi na zona sul de São Paulo

William Cardoso/Metrópoles

Prefeitura rejeita novo pedido da Uber para operação de mototáxi em SP - imagem 5
5 de 5Instagram/Reprodução

Esta foi a segunda negação no ano de 2026: em abril, a prefeitura rejetou o pedido de credenciamento de transporte por motocicleta feito pela empresa de aplicativo, também por falta de documentação.

Em janeiro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu uma liminar que suspendia trechos de uma lei e de um decreto do município de São Paulo que impunham condições para o exercício do transporte remunerado privado de passageiros em motocicletas por meio de aplicativos.

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do Metrópoles SP

Em nota, a Uber afirmou ter recebido com estranheza a decisão dessa quarta. “A deliberação é mais uma tentativa desesperada da prefeitura em tentar barrar o transporte de passageiros por motocicletas na cidade, e contraria não apenas a decisão do STF mas também a recente sentença do Tribunal de Justiça de São Paulo”.


Novela entre Prefeitura de SP e apps

  • A disputa pela liberação das corridas por mototáxi em São Paulo se tornou uma verdadeira novela entre a prefeitura da cidade e as empresas que fornecem o serviço.
  • O Decreto Municipal nº 62.144/2023 suspendeu o serviço de transporte remunerado privado individual de passageiros por motocicletas na capital paulista.
  • Apesar disso, as plataformas ofertaram corridas nesta modalidade. À Justiça, a Prefeitura de São Paulo argumentou que as plataformas iniciaram a oferta do serviço, de forma clandestina, em janeiro deste ano. Desde então, uma batalha judicial se iniciou.
  • Em primeiro grau, a Justiça paulista declarou que o decreto municipal que suspendia o serviço é inconstitucional, sob a fundamentação de que a lei suspendeu uma modalidade regulamentada por legislação federal.
  • A prefeitura recorreu, com objetivo de manter a regularidade do decreto. O município alegou que a lei federal não regulamenta o serviço por motocicletas, mas apenas por automóveis.
  • O prefeito Ricardo Nunes (MDB) alega continuamente que as corridas de mototáxi apresentam um risco à população paulistana.
  • Em entrevista coletiva em março do ano passado, Nunes chegou a afirmar que o serviço é uma “carnificina”.
  • À Justiça, a 99 argumentou que não há dano na manutenção do serviço, mas na suspensão.
  • Enquanto a modalidade esteve livre para utilização, a plataforma afirmou que, em 14 dias de operação na capital paulista, a 99Moto fez mais de 500 mil viagens, sem nenhuma morte ou registro de acidente grave, e distribuiu mais de R$ 3 milhões ganhos para os mais de 13 mil motociclistas parceiros da empresa.
  • O serviço voltou a ser liberado enquanto a constitucionalidade do decreto era debatida na Justiça, mas foi suspenso mais uma vez com decisão de 16 de maio.
  • Em abril deste ano, a 99 desistiu de implementar o serviço em São Paulo e decidiu focar os investimentos nos serviços de entrega.

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