Belo Horizonte — Gerardo Renault, pai da atual BBB Ana Paula Renault, teve uma longa trajetória na política mineira e nacional. Ele morreu nesse domingo (19/4), aos 96 anos. A filha, que está confinada, foi informada da morte e decidiu continuar na disputa do BBB 2026.
Renault estava internado no Hospital Felício Rocho, na região centro-sul de Belo Horizonte, desde o último dia 3 de abril, com um quadro de confusão mental associado à desidratação e infecção urinária. A causa da morte não foi divulgada.

Ana Paula Renault e o pai, Gerardo Renault
Reprodução/ Instagram

Ana Paula Renault e o pai, Gerardo Renault
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Formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1952, iniciou a carreira política ainda jovem, ao se eleger vereador de Belo Horizonte em 1951 pela União Democrática Nacional (UDN). Foi reeleito por três mandatos consecutivos, em 1954, 1958 e 1962.
Durante a passagem pela Câmara Municipal, participou de diversas comissões e também teve atuação internacional: chefiou a delegação brasileira nos Jogos Mundiais Universitários, na Alemanha, em 1952, e integrou o Comitê Mundial Universitário entre 1952 e 1954.
Carreira na Assembleia
Gerardo Renault foi deputado estadual em Minas Gerais entre 1967 e 1979, eleito pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), legenda que dava sustentação ao regime militar.
Na Assembleia Legislativa, teve papel relevante: foi relator da nova Constituição estadual e do Plano Quinquenal de Desenvolvimento de Minas. Também presidiu a Comissão de Redação e integrou colegiados estratégicos, como os de Transportes, Comunicações, Obras Públicas e Assuntos Municipais.
Deputado federal
Em 1978, foi eleito deputado federal. No ano seguinte, assumiu a Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, durante o governo Francelino Pereira, permanecendo no cargo até 1982.
Com o fim do bipartidarismo, migrou para o Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena. De volta à Câmara dos Deputados, atuou na Comissão de Agricultura e Política Rural e foi reeleito pela legenda.
Em 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições diretas para presidente da República.
Últimos anos na vida pública
Sem disputar a reeleição em 1986, deixou a Câmara dos Deputados em 1987. No mesmo ano, foi candidato a vice-governador de Minas Gerais, na chapa liderada por Murilo Badaró.
Advogado em Belo Horizonte, voltou à vida pública nos anos seguintes e, em 1991, foi eleito presidente do Instituto de Previdência do Legislativo de Minas Gerais.