O Superior Tribunal Militar (STM) negou os recursos e manteve a condenação de dois militares que furtaram carnes do quartel. Segundo o processo, um aspirante da Infantaria do Exército e um cabo levaram de dentro da organização militar 36 caixas de carnes nobres, entre elas 10 caixas de picanha, 23 caixas de contrafilé e três caixas de alcatra.
O julgamento foi realizado na quinta-feira (12/2). O STM confirmou a sentença proferida pelo Conselho Permanente de Justiça da 3ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM), no Rio de Janeiro.
O aspirante foi condenado a cinco anos e quatro meses de reclusão e o cabo, a três anos de reclusão pelo crime de peculato-furto.
Segundo o processo, em 2019, os dois militares do 1º Batalhão de Infantaria Motorizado (Escola) esvaziaram a câmara frigorífica do rancho, localizada na Vila Militar, zona oeste do Rio de Janeiro. O furto totalizou R$ 22.328,82 em carnes.
As investigações apontaram que o então aspirante, na condição de Oficial de Dia, utilizou-se da função para acessar o frigorífico “sem levantar suspeitas”. As caixas foram acondicionadas em dois carros pertencentes aos acusados.
Ainda segundo os autos, um soldado teria sido coagido a conduzir um dos automóveis sob ameaça de “sofrer baixa” do Exército. Os veículos deixaram o quartel e seguiram até um depósito de bebidas na comunidade da Vila Kennedy, onde a carga foi descarregada. O soldado retornou sozinho à unidade militar na madrugada do dia seguinte.
Na manhã seguinte, o aspirante teria coagido outros soldados da mesma organização militar a omitirem informações sobre o furto, que já era objeto de Inquérito Policial Militar (IPM).