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Se os EUA cumprirem, também honraremos o acordo

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta segunda-feira (29/6) que o cumprimento do acordo firmado entre Teerã e Washington dependerá da postura adotada pelos Estados Unidos. Em publicação na rede social X, o líder iraniano declarou que o país manterá seus compromissos desde que a parte americana faça o mesmo.

Segundo Pezeshkian, o entendimento firmado entre os dois países deve ser baseado no princípio da reciprocidade, em meio às negociações para consolidar o cessar-fogo e avançar em um acordo permanente.

“O entendimento é uma questão de reciprocidade. Se a parte americana cumprir o acordo, nós também honraremos nossos compromissos”, escreveu o presidente.

Na mesma publicação, Pezeshkian também afirmou que o governo responderá às pressões externas com racionalidade, mas reiterou que o país manterá uma postura firme, caso considere necessário agir.

“Nossa abordagem diante de bravatas irracionais e ameaças infundadas é apoiar-nos na racionalidade e na dignidade humana nas decisões, e defender de forma resoluta e destemida quando necessário agir”, afirmou.

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Trump diz que Irã demorou demais para negociar e "pagará o preço"
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Trump diz que Irã demorou demais para negociar e “pagará o preço”

Arte Carla Sena/Metrópoles sobre fotos Getty Images

Irã x EUA
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Irã x EUA

Arte Metrópoles

EUA e Irã trocaram ataques

Os Estados Unidos realizaram novos ataques militares contra alvos do Irã na noite de sábado (27/6), nos arredores do Estreito de Ormuz. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a operação foi autorizada pelo presidente Donald Trump e teve como objetivo responder ao que Washington classificou como uma escalada das ações militares iranianas na região.

Em comunicado, o Centcom informou que os bombardeios atingiram estruturas consideradas estratégicas para as capacidades militares do Irã.

“Aviões militares dos EUA alvejaram a infraestrutura de vigilância militar iraniana, sistemas de comunicação, instalações de defesa aérea, depósitos de drones e capacidades de lançamento de minas”, informou o comando militar.

De acordo com os militares americanos, a ofensiva foi uma “resposta direta à contínua agressão iraniana” e teve como foco reduzir a capacidade operacional das forças iranianas próximas ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

Segundo o governo americano, a decisão de lançar os ataques ocorreu após um suposto ataque iraniano com drones contra uma embarcação comercial na quinta-feira (25/6).

Na avaliação de Washington, a ação representou uma violação do cessar-fogo firmado entre os dois países, que vinha sendo mantido enquanto as partes negociavam um acordo permanente para encerrar o conflito.

O presidente Donald Trump já havia acusado publicamente o Irã de romper a trégua ao lançar drones contra navios que cruzavam o Estreito de Ormuz. Na ocasião, o republicano afirmou que um dos equipamentos atingiu um navio cargueiro e que outros três drones foram abatidos pelas forças americanas.

Países suspenderam ataques

Após ofensivas dos dois lados, EUA e Irã chegaram a um entendimento para interromper os ataques no Estreito de Ormuz e garantir a livre circulação de embarcações na região, segundo informações publicadas pelo jornal norte-americano The New York Times.

O acordo teria sido confirmado por uma autoridade do governo dos EUA que falou sob condição de anonimato. Até o momento, o governo iraniano não confirmou oficialmente o entendimento.

De acordo com a publicação, os dois países concordaram em suspender ações militares na principal rota marítima para o transporte mundial de petróleo, em uma tentativa de preservar o cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã e reduzir as tensões no Oriente Médio.

Ainda segundo a autoridade americana, representantes dos dois governos devem realizar reuniões técnicas para discutir a implementação do memorando de entendimento. No entanto, ainda não foram divulgados detalhes sobre a data ou o local desses encontros.

Outra fonte do governo dos Estados Unidos afirmou ao jornal que delegações dos dois países devem se reunir nesta terça-feira (30/6), em Doha, no Catar, para dar continuidade às negociações.

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