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quem é o chefe do CV no Pará que se esconde na Penha

A megaoperação que paralisou o Rio de Janeiro nesta semana, com 121 mortos, não mirou apenas os líderes fluminenses do Comando Vermelho (CV). A ação também expôs a rede interestadual da facção, que transformou o Complexo da Penha em uma espécie de santuário para criminosos de alta periculosidade.

Entre os nomes mais relevantes apontados pela inteligência policial está o de Tiago Teixeira Sales, o Gato Mestre, considerado o líder máximo do CV no Pará.

O “presidente” do CVPA

Nos bastidores do crime organizado paraense, Gato Mestre é tratado como “01”, o comandante que dita estratégias, rotas e alianças. Sob seu comando, o CVPA ampliou suas áreas de domínio e travou confrontos diretos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em diferentes regiões do Pará, especialmente em disputas ligadas ao tráfico de armas e drogas.

Ao lado dele atua Anderson Souza Santos, o Latrol, seu braço direito e responsável pela parte operacional do grupo.

Por que líderes do Pará fogem para o Rio

Investigações apontam que o Complexo da Penha concentra a maior comunidade de faccionados do Pará no estado. A migração segue uma lógica dupla:

  • Refúgio contra a prisão ou a morte: criminosos com histórico de assassinatos de policiais ou ataques a rivais buscam o Rio para escapar da lei em seus estados de origem.
  • Reforço à segurança armada do CV no Rio: ao chegar, integram as “frentes de guerra” locais e ajudam a blindar os territórios da facção na capital fluminense, o que lhes confere status e proteção.

Fonte da segurança do Pará resume assim: “Matar policial vira moral. Com isso, o criminoso recebe o aval para ir ao Rio e se esconder na Penha.”

Enquanto Latrol costuma aparecer nas ruas e confrontos, Gato Mestre mantém perfil discreto.

Alvo prioritário da Operação Contenção

A ação desta semana buscava atingir justamente esse núcleo de liderança interestadual. A inteligência acreditava que ambos, Gato Mestre e Latrol, estavam na Penha no início da operação.

Até o momento, não há confirmação de que eles estejam entre os mortos ou presos. A hipótese de fuga segue em apuração.

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