O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou nesta segunda-feira (12/1) que “não há negociações em andamento” com os Estados Unidos, exceto por contatos técnicos na área de imigrações. A tensão entre os países aumentou desde o ataque dos EUA contra a Venezuela no começo do ano, que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro. A ação resultou na morte de 32 militares cubanos e representa um risco para Cuba, que tinha relações comerciais intensas com o regime venezuelano. Trump, no domingo (11/1), afirmou que Cuba deveria negociar com Washington, ou não haverá mais “dinheiro e petróleo”.
No existen conversaciones con el gobierno de EE.UU, salvo contactos técnicos en el ámbito migratorio.
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— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) January 12, 2026
Os Estados Unidos buscam ter controle sobre o sobre o petróleo venezuelano após o ataque. Trump alega que a ilha cubana “viveu por anos com grande quantidade de petróleo e dinheiro venezuelano“, em troca de supostos serviços de segurança prestados ao país.
O presidente cubano rebateu as acusações domingo (11/1), reafirmando que Cuba é uma nação independente e soberana”.
Nesta segunda, Miguel Díaz detalhou alguns pontos da relação entre os países. Segundo ele:
- Cuba sempre esteve disposta a dialogar com os diversos governos EUA, “inclusive o atual”;
- Os diálogos devem ser baseados na igualdade soberana, no respeito mútuo, nos princípios do Direito Internacional e no benefício mútuo;
“Como a história demonstra, para que as relações entre os EUA e Cuba avancem, elas devem ser baseadas no direito internacional, e não em hostilidade, ameaças e coerção econômica”, afirmou o presidente cubano.