Os sobreviventes do acidente de lancha ocorrido na noite desse sábado (21/2) no Rio Grande, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, e que resultou em seis mortes, serão ouvidos pelas autoridades policiais nesta semana.
“Nós vamos abrir um inquérito policial para fazer uma apuração completa. Essa semana já vamos estar ouvindo as pessoas que sobreviveram para cada uma dar a sua versão. A gente vai fazer uma apuração completa dessa tragédia. A gente não tem histórico recente nos últimos 10 anos de algo parecido”, diz o delegado da Polícia Civil de Minas Geras (PCMG), Rafael Jorge.
A lancha levava 15 pessoas e colidiu com um píer, durante a noite. Entre os seis mortos, estão quatro mulheres de 20 a 40 anos; uma criança de 4 anos; e um homem de 40 anos, que era quem conduzia a lancha e não tinha habilitação para conduzir embarcações emitida pela Marinha.
Os nove sobreviventes foram socorridos e liberados, inicialmente. O local do acidente, segundo o delegado, foi periciado e os corpos das vítimas já foram liberados para as respectivas famílias.
Como se deu o acidente
Os ocupantes estavam na lancha após deixarem um bar flutuante e seguiam para um rancho quando ocorreu o acidente. Durante o trajeto, a lancha atingiu um píer localizado às margens do Rio Grande.
Segundo testemunhas, a estrutura estava sem iluminação no momento da batida.
O resgate contou com a ajuda de moradores da região, além de mergulhadores e equipes da Guarda Civil Municipal de Rifaina. Até o momento, não há confirmação se as vítimas morreram afogadas ou em decorrência do impacto.