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“Não enviei emendas para Dark Horse”

Candidata ao Senado pelo Distrito Federal, a deputada Bia Kicis (PL) afirmou ao Metrópoles que não destinou emendas parlamentares para o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração ocorre após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), citar uma emenda de R$ 150 mil de autoria da parlamentar em decisão que trata de recursos destinados a entidades relacionadas ao filme.

“Não enviei emendas para o filme Dark Horse e o ministro Flávio Dino nunca afirmou tal coisa. A emenda se dirigia à produção de um filme sobre os heróis nacionais, mas não foi executada porque a produção sequer ocorreu e redirecionei a emenda ao Hospital de Amor, em Barretos, que cuida de pacientes oncológicos de todo o Brasil, inclusive do DF”, declarou a deputada.

Na decisão, Dino detalha a origem da emenda mencionada por Bia. Segundo o ministro, a parlamentar destinou o repasse por meio do governo de São Paulo ao projeto “Heróis Nacionais”. Dino afirma que a entidade não recebeu o recurso.

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da Coluna Grande Angular

Esse ponto também aparece na análise sobre a destinação da verba. Bia foi eleita pelo Distrito Federal, mas indicou o recurso para São Paulo. Ao reproduzir uma análise da Controladoria-Geral da União (CGU), Dino aponta uma “aparente desconformidade” com a regra que vincula a destinação das emendas ao estado ou ao Distrito Federal pelo qual o parlamentar foi eleito.

Dino cita a parlamentar novamente ao tratar da Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida por Karina Ferreira da Gama, que também é dona da produtora Go Up, responsável por “Dark Horse”. Segundo o ministro, a ANC aparece como destinatária de emendas de Bia e do deputado Marcos Pollon (PL). A decisão informa que nenhuma das duas emendas teve execução financeira.

Além das emendas, o nome de Bia aparece em uma comunicação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações consideradas atípicas em uma conta atribuída à deputada. Entre 30 de maio de 2025 e 14 de maio de 2026, a conta movimentou R$ 3,4 milhões, sendo R$ 1,7 milhão em entradas e R$ 1,7 milhão em saídas.

Dino, porém, faz uma ressalva sobre esse registro. O ministro afirma que o intercâmbio de informações com o Coaf “não teve a deputada federal Bia Kicis como foco”.

Segundo a decisão, a comunicação entrou no caso porque houve registro de uma transferência de R$ 500 feita por Mário Frias.

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