Os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em queda na maior parte do país, segundo o boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nessa quinta-feira (5/2). Contudo, os autores do levantamento alertam para cuidados que devem ser tomados no período de Carnaval para evitar a maior circulação de vírus respiratórios.
A redução da SRAG está ligada a uma menor circulação de vírus como o influenza A (causador da gripe), coronavírus (da Covid-19) e vírus sincicial respiratório (VSR).
Carnaval com ainda mais atenção
Com a chegada do Carnaval, especialistas de saúde alertam para o risco maior de transmissão de vírus em ambientes cheios e pouco ventilados. Pessoas com sintomas de gripe ou resfriado devem evitar blocos, festas e eventos com aglomeração.
Se a participação em eventos ocorrer mesmo com sintomas, a orientação é adotar algumas medidas de proteção, como o uso de uma boa máscara de proteção e a preferência por locais abertos. Essas ações podem ajudar a reduzir a circulação dos vírus respiratórios durante o período de festa.
SRAG pelo país
Embora os registros de casos de SRAG estejam em queda na maior parte do Brasil, o cenário não é o mesmo em todos os estados do país, com alguns apresentando exceções. Na região Norte, Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia apresentam aumento de casos e tendência de crescimento nas últimas semanas pelo SRAG. A análise considera dados da semana epidemiológica 4, entre 25 e 31 de janeiro.
Entre as capitais, Manaus e Porto Velho apresentaram aumento de registros recentes. Brasília, Boa Vista e São Luís também aparecem em nível de alerta, mas sem sinal de crescimento consistente a longo prazo.
Vacinação ajuda a conter a circulação de vírus
O boletim da Fiocruz reforça a importância da imunização contra a influenza A, principalmente nos estados do Norte, onde os casos cresceram nas últimas semanas. A recomendação é voltada especialmente a idosos, indígenas, pessoas com doenças crônicas e profissionais da saúde.
Além disso, com a aproximação do período de maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), gestantes a partir da 28ª semana também são orientadas a se vacinar. A medida protege os bebês nos primeiros meses de vida, fase em que são mais vulneráveis a complicações respiratórias.
Covid-19 lidera número de mortes por SRAG
Apesar de não ser o vírus mais encontrado entre os casos de SRAG, a Covid-19 é a principal causa de mortes ligadas à síndrome respiratória no país. Ou seja, existem mais pessoas infectadas por outros vírus, mas é o coronavírus que mais aparece entre os óbitos.
Outros agentes, como o rinovírus e o influenza A, continuam circulando com força e são responsáveis por grande parte dos atendimentos e internações por problemas respiratórios.
Crianças e idosos são os mais afetados
As internações pela SRAG atingem principalmente crianças pequenas, que ainda têm o sistema imunológico em desenvolvimento. Já as mortes se concentram, em sua maioria, entre idosos, que são mais vulneráveis a complicações causadas por infecções respiratórias.
O InfoGripe é um sistema criado para acompanhar, semana a semana, a circulação de vírus respiratórios no Brasil. A partir desses dados, o programa ajuda as autoridades de saúde a identificar regiões em situação de alerta, organizar ações de prevenção, planejar campanhas de vacinação e preparar a rede de atendimento para possíveis aumentos de casos.