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“Expansão neutralizada”, diz Draco sobre “Workshop do Fuzil” na Maré

A agilidade da Operação Eixo, deflagrada na sexta-feira (10/4), impediu com que os três faccionados do DF, que foram ao Complexo da Maré (RJ) para um espécie de “workshop de fuzis” de facções do local, compartilhasse os ensinamentos obtidos a criminosos da capital. Segundo a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), a prisão dos indivíduos evitou uma “expansão”, assim como a entrada das facções no DF.

À imprensa, a delegada da Draco Ágatha Braga relatou que os três envolvidos foram mais de uma vez as vielas da Maré, onde aprendiam  manusear armas de grosso calibre, como fuzis, e táticas de combate em ambientes confinados.

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Os jovens estão aprendendo a manusear armas de grosso calibre e táticas de combate em ambientes confinados
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Os jovens estão aprendendo a manusear armas de grosso calibre e táticas de combate em ambientes confinados

Material cedido ao Metrópoles

A investigação da Draco descobriu que brasilienses foram levados para o Rio de Janeiro para uma espécie de "estágio"
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A investigação da Draco descobriu que brasilienses foram levados para o Rio de Janeiro para uma espécie de “estágio”

Material cedido ao Metrópoles

As apurações da Draco expuseram uma estrutura criminosa altamente profissionalizada
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As apurações da Draco expuseram uma estrutura criminosa altamente profissionalizada

Material cedido ao Metrópoles

A polícia identificou a atuação de núcleos ligados a facções cariocas em uma articulação interestadual
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A polícia identificou a atuação de núcleos ligados a facções cariocas em uma articulação interestadual

Material cedido ao Metrópoles

Apesar das idas e vindas, o treinamento não foi passado a frente. Segundo a polícia, “não há indícios” de que os fuzis que os indivíduos ostentavam nas redes tenham chegado à capital.

“O balanço foi muito positivo. Conseguimos retirá-los de circulação. Eles foram [ao complexo], receberam o treinamento, voltaram para cá e nós agimos antes deles poderem replicar esse treinamento e expandir a facção”, disse a delegada.

Como resultado da operação, Ágatha ressalta que o cumprimento das diligências, com uma duração de cerca de um ano e meio, serviu para “asfixiar” ainda mais as organizações criminosas que tentam se expandir no DF, além de impedir com que o tráfico interestadual, somado a lavagem de dinheiro, continuasse acontecendo.

“O grande foco de atenção da investigação foi buscar não só a prisão e retirada deles da sociedade, como também atacar a atividade da organização criminosa, estrangulando financeiramente aquela atividade exercida por eles”, completou.

A corporação ainda afirma que não há indícios da instalação de uma estrutura de comando próprio das facções cariocas no Distrito Federal.

Ao todo, foram cumpridos 56 mandados de busca e apreensão, além de 40 mandados de prisão temporário, no DF – em regiões como Gama, Itapoã, Samambaia, Santa Maria e Vicente Pires – e em outros sete estados.

Os suspeitos são acusados de integrarem uma complexa organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Cerca de até R$ 1 bilhão foram bloqueados de contas diversas.

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Mais de R$ 60 mil em espécie foram apreendidos
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Mais de R$ 60 mil em espécie foram apreendidos

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O grupo ocultava valores através de criptoativos
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O grupo ocultava valores através de criptoativos

Material cedido ao Metrópoles

No DF, 21 alvos foram presos durante a operação deflagrada nesta sexta-feira (10/4)
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No DF, 21 alvos foram presos durante a operação deflagrada nesta sexta-feira (10/4)

Material cedido ao Metrópoles

As diligências ocorreram em outros sete estados, além do DF
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As diligências ocorreram em outros sete estados, além do DF

Material cedido ao Metrópoles


Sobre a operação

  • A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) deflagrou uma operação, nesta sexta-feira (14/3), para desmantelar uma organização criminosa de altíssima periculosidade que rompeu as fronteiras da capital da República para buscar especialização bélica no Rio de Janeiro;
  • Sob a tutela de “puxadores” do Terceiro Comando Puro (TCP), ao menos três brasilienses participaram de um verdadeiro “workshop do fuzil”, aprendendo a manusear armas de grosso calibre e táticas de combate em ambientes confinados;
  • O grupo participou de um “intensivão” tático, ministrado no Complexo da Maré, reduto e palco de guerra sangrentas entre o TCP e o Comando Vermelho (CV);
  • Os alvos do DF ainda ostentavam os fuzis nas vielas da Maré, com fotos nas redes, evidenciando o intercâmbio tático e a gravidade da conexão interestadual;
  • A rede criminosa ainda contava com o suporte de estrangeiros para operar sua engrenagem financeira. Entre os alvos, estão dois colombianos e um venezuelano;
  • Os investigados podem ser condenados a penas que variam de 11 a 33 anos de reclusão por tráfico, organização criminosa majorada e lavagem de dinheiro.

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