Ex-motorista da socialite Regina Lemos Gonçalves, José Marcos Chaves Ribeiro foi preso, nesta sexta-feira (29/8), durante a Operação Dama de Ouros. Foragido desde novembro do ano passado, ele estava em uma das casas da herdeira da empresa de baralhos Copag, na Rua Capuri, em São Conrado, no Rio de Janeiro.
Antes de ser preso por agentes da 12ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro, fixada em Copacabana, e do 23º Batalhão de Polícia Militar (BPM), situado no Leblon, José Marcos foi encontrado dormindo no sofá da sala da propriedade, conforme contou o delegado Ângelo Lages à coluna Claudia Meireles.

Ex-motorista da socialite Regina Lemos Gonçalves, José Marcos Chaves Ribeiro foi preso
Imagem cedida ao Metrópoles

O ex-motorista estava foragido desde o ano passado
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José Marcos é acusado de uma série de crimes contra Regina Lemos Gonçalves
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De acordo com o delegado, José Marcos estava com mandado de prisão em aberto por tentativa de feminicídio, sequestro, cárcere privado e maus-tratos contra Regina Lemos Gonçalves. Tanto a socialite quanto familiares dela acusam o ex-motorista de mantê-la isolada em casa, por 10 anos, em um apartamento no edifício Chopin, em Copacabana.
Detalhes da prisão
À coluna, Lages contou que, recentemente, houve a troca do curador da socialite: “A Justiça havia nomeado um curador, um advogado e um curador judicial. Agora, o advogado da dona Regina conseguiu que o curador fosse um sobrinho dela e, como conseguiram essa decisão judicial de curatela, foram ver o patrimônio [da carioca].”
Para avaliarem o que sobrou do patrimônio de Regina, os responsáveis foram até uma das propriedades dela na Rua Capuri. Na região, Regina tem uma mansão e casas menores em um mesmo condomínio, segundo detalhou o delegado.
“Quando eles [responsáveis] foram lá, perceberam que havia alguém dentro da casa. Eles entraram e o José Marcos estava dormindo no sofá da sala. Então, eles seguraram o José Marcos e nos acionaram. A Polícia Militar também foi acionada. Fomos até o local, confirmamos que realmente se tratava do José Marcos, foragido da Justiça desde novembro do ano passado”, relatou Ângelo Lages.
Monitoramento
À coluna, o delegado revelou que José Marcos estava em posse de um celular roubado para se manter foragido e conseguir “operar fora do rastro da Polícia Civil”. Lages frisou que o ex-motorista estava sendo monitorado, inclusive teria sido identificado na Rocinha, no Rio de Janeiro. “Depois, recebemos um informe de que ele teria ido para Minas Gerais. Em seguida, perdemos o rastro dele, que vinha tomando essas contramedidas de usar telefone roubado para se manter foragido.”
“Em algum momento, José Marcos voltou para esses imóveis da dona Regina. Ele sabe que há uma disputa judicial e que pode se arrastar durante anos. Dessa forma, ele ficou ali dentro do imóvel, exatamente contando com o fato de que não apareceria ninguém lá, mas para a infelicidade dele, foram até o imóvel hoje e localizaram”, emendou o delegado.

Relembre o caso
- A socialite Regina Lemos Gonçalves, de 89 anos, acusa o ex-motorista José Marcos Chaves Ribeiro de mantê-la em cárcere privado por 10 anos no Rio de Janeiro.
- Após ter fugido, ela concedeu entrevistas e relatou a situação.
- A história passou a ser chamada de Caso Chopin, por ser o nome do edifício onde fica o apartamento de luxo em que a mulher esteve em cativeiro.
- Os familiares e Regina afirmam que José Marcos forçou a socialite a assinar um documento de união estável. A mulher alegou não se lembrar do registro.
- Vale destacar que a socialite ficou viúva do fazendeiro e proprietário da empresa de baralhos Copag, Nestor Gonçalves, em 1994. O casal não teve filhos.
- À época do falecimento de Nestor, o patrimônio deixado por ele para Regina chegou a ser avaliado em US$ 500 milhões, o equivalente a R$ 2,5 bilhões em cotação atual.
- Em entrevistas, parentes enfatizaram que José Marcos roubou uma parte considerável da fortuna da socialite, o que inclui joias e obras de arte.

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