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Ex-chefe da FAB disse que sofreu pressão por não assinar “minuta do golpe”

O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB) tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior afirmou, nesta quarta-feira (21), em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), que sofreu pressões e ataques por se recusar a assinar a chamada “minuta do golpe”, documento que previa medidas para contestar o resultado das eleições presidenciais de 2022.

Ao ser questionado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, se enfrentou retaliações por sua recusa, Baptista Jr. disse que ele e sua família foram alvo de críticas, além de pressões diretas para endossar o texto.

Entre os responsáveis pela pressão, segundo o brigadeiro, estava o ex-ministro da Defesa e general da reserva Walter Braga Netto, um dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em relação às críticas que sofreu, Baptista Jr. afirmou que nunca levou a sério, pois tinha convicção de que sua decisão estava alinhada com os princípios constitucionais.

“Minha posição sempre foi firme. Eu entendo que era uma tentativa infrutífera de tentar me desviar do caminho certo”, afirmou o ex-comandante.

O depoimento foi prestado no âmbito das investigações sobre uma possível tentativa de golpe de Estado. A oitiva foi realizada pela Primeira Turma do STF e durou cerca de 1 hora e 20 minutos.

Baptista Jr., também disse que até hoje é alvo de ataques nas redes sociais por não ter aderido ao suposto plano golpista. Segundo ele, existem perfis nas redes sociais que até hoje o chamam de “melancia”.

O termo “general melancia” é um termo pejorativo usado para classificar militares considerados alinhados à esquerda. A expressão é uma metáfora: verde por fora (como a farda militar) e vermelha por dentro (cor associada ao comunismo e ao PT).

Durante o depoimento, Baptista Jr. relatou ter participado de reuniões com conteúdo golpista, mas reforçou que sempre se posicionou contra qualquer iniciativa que violasse a Constituição.

A oitiva estava inicialmente marcada para segunda-feira (19), mas foi adiada após a defesa de Baptista Jr. alegar que ele estava fora do país.

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