O dólar operava em alta nesta sexta-feira (30/5), no último dia de sessão da semana, no qual os investidores repercutem a divulgação dos dados sobre o desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano.
Dólar
- Às 9h12, a moeda dos Estados Unidos avançava 0,37% e era negociada a R$ 5,688.
- Na véspera, o dólar fechou em baixa de 0,5%, negociado a R$ 5,666.
- Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 0,19% no mês e de 8,31% no ano.
Ibovespa
- As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas.
- No dia anterior, o indicador recuou 0,47%, aos 138,8 mil pontos.
- Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 2,57% em maio e de 15,17% em 2025.
PIB do Brasil cresce 1,4% no 1º trimestre
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,4% no primeiro trimestre deste ano, frente ao quarto trimestre de 2024. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O destaque foi para o setor de agropecuária, que avançou 12,2% no período. Também houve alta, menos expressiva, em serviços (0,3%), enquanto a indústria (-0,1%) não mostrou variação significativa.
Já em relação ao 1º trimestre de 2024, o PIB brasileiro avançou 2,9%, com crescimento na agropecuária (10,2%), na indústria (2,4%) e nos serviços (2,1%).
A alta trimestral de 1,4% veio dentro das estimativas do mercado. Já a expansão anual de 2,9% ficou ligeiramente abaixo da média das projeções, que rondavam os 3,2%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, em um ano. Uma alta significa que a economia está crescendo em um ritmo bom, enquanto um recuo implica encolhimento da produção econômica da nação.
A estimativa do Banco Central (BC) para o crescimento do país neste ano é de 1,9%. O Ministério da Fazenda, por sua vez, projeta uma expansão maior, de 2,4%.
Para o mercado financeiro, o PIB do Brasil avançará 2,14% em 2025.
Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%, ante crescimento de 3,2% no ano de 2023.
Tarifaço de Trump está de volta nos EUA
No exterior, os investidores continuam acompanhando os desdobramentos da guerra comercial deflagrada pela administração de Donald Trump contra a China e mais de uma centena de países ao redor do mundo.
No fim da tarde de quinta-feira (29/5), um tribunal de apelações dos EUA restabeleceu o tarifaço de Trump, atendendo a um pedido da Casa Branca. Com isso, as tarifas voltam a ter validade.
Entre as taxas suspensas, estavam as aplicadas contra China, México e Canadá, no início do ano, além do pacote de tarifas anunciadas no “Dia da Libertação”.
Na quarta-feira (26/5), o Tribunal de Comércio Internacional do país havia suspendido as tarifas comerciais recíprocas propostas por Trump sobre os principais parceiros comerciais dos EUA, incluindo as tarifas do “Dia da Libertação”, impostas em 2 de abril. A Justiça entendeu que as medidas eram ilegais por “abuso de autoridade”.
Para além da guerra tarifária, ainda nos EUA, são divulgados nesta sexta os dados sobre renda pessoal e gastos com consumo (PCE), que servem como referência para os mercados.PIB