Integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmam, nos bastidores, que já preparam uma força‑tarefa para enfrentar possíveis mudanças no PL Antifacção.
A proposta, que passou por alterações no Senado Federal, será analisada novamente pela Câmara dos Deputados após o recesso parlamentar.


O secretário de Segurança de SP, Guilherme Derrite
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Derrite e Motta
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O presidente Lula e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski
Hugo Barreto/Metrópoles
@hugobarretophoto
Segundo esses assessores, o relator da proposta na Câmara, Guilherme Derrite (PP‑SP), tem “deixado claro” que está “insatisfeito” com a versão aprovada pelo Senado e que pretende fazer mudanças no texto.
Diante desse cenário, o governo tem atuado desde já para evitar que a relatoria da proposta volte a ficar com o deputado aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos‑SP).
Aliados do presidente Lula avaliam ainda que, caso Derrite permaneça na relatoria, será adotado novamente o discurso de que a oposição quer enfraquecer a Polícia Federal e “proteger” facções criminosas, enquanto o governo busca “estrangular” esses grupos.
Outra estratégia que deve ser explorada pelo governo, segundo assessores, é a narrativa de que aliados do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) estariam propondo medidas para abrir espaço à ingerência de países estrangeiros no Brasil, assim como aconteceu com Estados Unidos e Venezuela.