Em uma sessão de autógrafos prestigiada, o colunista Francisco Campelo apresentou ao público brasiliense a obra O Grande Livro de Mesas do Brasil. O coquetel aconteceu nesta quinta-feira (8/5), na Living Design, e reuniu nomes da sociedade brasiliense em uma recepção idealizada por um time de anfitriões formado por Yuri Paranhos, Valeska Tonet Camargo, Ana Maria Gontijo, Anna Paola Pimenta da Veiga, embaixatriz Mônica Fonseca, Sávio Pinheiro e Antonio Aversa.
Para dar as boas-vindas ao escritor e colunista, Yuri Monteiro e Luciano Barcelos abriram, de forma calorosa e elegante, as portas da Living Design, localizada no Botanic Mall, no Jardim Botânico, afim de receber o evento. Caprichosos nos detalhes, proporcionaram uma recepção à altura da grandiosidade da obra.
O Grande Livro de Mesas do Brasil
Com prefácio assinado pela baronesa Sílvia Amélia de Waldner, apresentação pela escritora Claudia Matarazzo e o posfácio por Celita Procópio de Carvalho, a publicação se apresenta como um rico passeio por alguns dos mais emblemáticos e significativos acervos do Brasil.
“É um livro que consegue abranger o que nós somos, toda a miscigenação brasileira, a riqueza cultural que percorre do suprassumo da sofisticação ao artesanato popular e traduz exatamente a diversidade que forma o Brasil”, disse Francisco Campelo à coluna.
Ao todo, são 576 páginas, mais de 2.500 fotografias inéditas e textos em português, francês e inglês. Não à toa, O Grande Livro de Mesas do Brasil já é considerado a maior publicação do gênero produzida no país. A obra percorreu 16 estados brasileiros e o Distrito Federal, reunindo 69 mesas e consolidando-se como um amplo registro da arte de receber.
Obra nasce de inspiração no Planalto Central
Em entrevista à coluna, Campelo confidencia que o livro nasceu da evolução natural de uma ideia cultivada há anos. Depois do sucesso de Mesas do Ceará — inspirado no icônico Mesas do Planalto, de Ana Maria Gontijo —,o escritor decidiu ampliar o olhar sobre a arte de receber no país.
A publicação brasiliense, lançada décadas atrás, reunia mesas de pioneiras da capital federal, como Elcy Meireles, Cleucy Estevão e outras pioneiras e personalidades da capital federal — despertando no autor o desejo de criar um registro semelhante para outras regiões do Brasil.
“Quando vi o livro da Ana Maria, pensei que o Ceará merecia uma obra como aquela. Nutri essa ideia por mais de 10 anos”, contou Campelo.
O retorno caloroso recebido após o lançamento de Mesas do Ceará acabou impulsionando um projeto ainda mais ambicioso. “Amigas da Fátima Scarpa, em São Paulo, começaram a mandar mensagens emocionadas elogiando o trabalho e perguntando quando eu faria um livro sobre as mesas paulistas. Foi aí que decidi embarcar em um sonho maior: criar o Mesas do Brasil”, relembrou.
Francisco Campelo explora a fotografia em nova obra
Desta vez, porém, Campelo assumiu não apenas a escrita, mas também a fotografia da obra. Apaixonado pela arte de fotografar, ele optou por manter um olhar único em todas as páginas do livro a partir de seu hobby.
“Se eu contratasse um fotógrafo em cada estado, cada um teria uma lente, uma linguagem e um estilo diferente. A obra viraria uma colcha de retalhos. Decidi, então, fotografar tudo pessoalmente”, explicou.
A curadoria das mesas também exigiu um extenso trabalho de pesquisa e conexões. O percurso começou por São Paulo, a partir de indicações de Fátima Scarpa, e se expandiu organicamente por diferentes estados brasileiros. Em meio aos encontros, O Grande Livro de Mesas do Brasil ganhou forma reunindo histórias, acervos e tradições raramente acessíveis ao público.
História e tradição
Segundo o autor, um dos grandes diferenciais da publicação está justamente na possibilidade de democratizar o acesso a coleções privadas e patrimônios familiares preservados por gerações.
“Você abre o livro e encontra casas e acervos absolutamente fabulosos, muitos deles nunca vistos antes e compartilhados apenas pelo pequeno grupo de pessoas daquela determinada casa”, diz.
Mais do que registrar porcelanas, cristais e pratarias, a obra mergulha nas narrativas que cercam cada objeto. Há peças históricas, como porcelanas que pertenceram a Luís Filipe da França e foram utilizadas para receber a rainha Vitória, além de conjuntos raros da Companhia das Índias dos séculos 18 e 19.
O livro também valoriza talentos brasileiros, com porcelanas pintadas à mão e produções artesanais que dialogam com a alta sofisticação internacional.
“Você tem porcelanas pintadas à mão que revelam o talento de brasileiros que poderiam assinar grifes de tão bem feitos, tão bem executados que são”, exemplifica.
Para divulgar a obra, Francisco relevou ainda planos de passar por Manaus, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio Grande do Norte.
Confira os highlights do evento, com captação de Dímitry Panizzon e Jeniffer Panizzon, e edição de João Gabriel:
Confira quem esteve presente na sessão de autógrafos do livro Mesas do Brasil pelas lentes de Nina Quintana:
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