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Canabidiol pode reduzir danos cerebrais do Alzheimer, sugere estudo

Pesquisadores identificaram como o canabidiol (CBD), pode ajudar a proteger o cérebro contra danos associados à doença de Alzheimer. Experimentos realizados com camundongos mostraram que o composto foi capaz de reduzir o acúmulo de proteínas tóxicas, restaurar conexões entre neurônios e melhorar a memória dos animais.

O estudo conduzido por cientistas da Universidade de Shenzhen, da Academia Chinesa de Ciências e de outras instituições, foi publicado em 19 de março na revista Molecular Psychiatry.

O Alzheimer é caracterizada pela perda progressiva de memória e outras funções cognitivas. O processo está ligado ao acúmulo anormal de proteínas no cérebro, principalmente tau e beta-amiloide, que desencadeiam inflamação e degeneração das células nervosas.

Segundo os pesquisadores, o CBD tem chamado atenção porque é um composto da planta Cannabis sativa que não provoca os efeitos psicoativos associados ao Δ9-tetrahidrocanabinol (THC), tornando-o um candidato mais seguro para estudos clínicos.

Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas
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Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas

PM Images/ Getty Images

Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista

Andrew Brookes/ Getty Images

Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce

Westend61/ Getty Images

Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
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urbazon/ Getty Images

Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
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Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença

OsakaWayne Studios/ Getty Images

Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns
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Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns

Kobus Louw/ Getty Images

Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença
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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença

Rossella De Berti/ Getty Images

O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida
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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida

Towfiqu Barbhuiya / EyeEm/ Getty Images

Como o canabidiol atua no cérebro

Para investigar os efeitos do composto, os cientistas utilizaram camundongos geneticamente modificados para desenvolver alterações semelhantes às observadas no Alzheimer, incluindo perda de memória e mudanças comportamentais.

Os animais receberam doses de CBD seis vezes por semana durante 45 dias. Ao final do período, os pesquisadores observaram melhora no desempenho em testes de memória e redução de comportamentos associados à ansiedade.

Análises do cérebro desses animais também indicaram recuperação de estruturas importantes para a comunicação entre os neurônios. As sinapses, que são os pontos de contato entre as células nervosas, apresentaram sinais de restauração após o tratamento.

Os cientistas também investigaram o mecanismo molecular por trás desses efeitos. Eles descobriram que o CBD interage com uma proteína chamada FRS2 e ajuda a ativar uma via de sinalização importante para a sobrevivência e a plasticidade dos neurônios.

“Descobrimos que o CBD não substitui o fator de crescimento BDNF, mas fortalece o sistema de sinalização que ele utiliza”, explicou o pesquisador Xiubo Du, autor sênior do estudo.

Quando os cientistas bloquearam a produção da proteína FRS2 nos animais, o CBD perdeu grande parte de sua eficácia. Nesse cenário, o composto deixou de reduzir o acúmulo de proteínas nocivas e também não conseguiu proteger as conexões entre neurônios.

Os autores destacam que os resultados ajudam a esclarecer como o canabidiol pode atuar no cérebro e indicam novas estratégias para o desenvolvimento de medicamentos. Ainda assim, ressaltam que as conclusões se baseiam em experimentos com animais e que mais pesquisas serão necessárias antes de avaliar o potencial do composto em humanos.

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