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Ambulante que matou aposentado e esfaqueou filha vai a júri popular

Nesta terça-feira (24/2), o ambulante Ezequiel Alves Araújo de Almeida, de 40 anos, será julgado pelo homicídio de José Edvaldo Alves dos Anjos, de 77 anos, e pela tentativa de homicídio contra a filha dele, a nutricionista Alessandra Alves dos Anjos, de 37 anos. Os crimes aconteceram no bairro Pedreira, na zona sul de São Paulo, em julho de 2024.

No dia 30 daquele mês, Ezequiel tentou entrar na casa de sua ex-companheira Sandra Lopes, usando chaves que havia furtado dela, para “quebrar objetos” como forma de compensar prejuízos que ela lhe teria causado, de acordo com seu depoimento. A mulher morava no mesmo terreno que as vítimas e não estava no momento da invasão.

Aposentado José Edvaldo, de 77 anos
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Aposentado José Edvaldo, de 77 anos

Reprodução/Redes sociais

Ambulante esfqueou pai e filha ao tentar invadir casa da ex
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Ambulante esfqueou pai e filha ao tentar invadir casa da ex

Reprodução

Ambulante esfqueou pai e filha ao tentar invadir casa da ex
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Ambulante esfqueou pai e filha ao tentar invadir casa da ex

Reprodução

Quando entrou no local, o homem disse que se deparou com José Edvaldo. Segundo o relato, os dois entraram em luta corporal, momento em que Ezequiel usou um canivete para dar 36 golpes na vítima, nas regiões do rosto e do tórax. O homem de 77 anos não resistiu aos ferimentos.

Em seguida, Alessandra apareceu no local e também foi esfaqueada pelo homem, com mais de 30 golpes no rosto, pescoço, mãos, abdômen, costas e cabeça. À polícia, ele alegou que temia ser reconhecido pela mulher após ter matado o pai dela. A nutricionista permaneceu internada por 11 dias e teve funções comprometidas, como mastigação e deglutição.

Ezequiel foi preso uma semana depois, dentro da própria casa. Ele confessou os crimes e disse que não conhecia as vítimas. Ao longo do processo, a defesa do homem tentou anular a confissão, alegando que ele “buscava apenas evitar mais exposição e perseguição”, mas a Justiça negou.

A defesa de Ezequiel também chegou a requerer a instauração de um incidente de insanidade mental, alegando que o acusado sofria de problemas mentais e fazia tratamento. No entanto, o juiz negou o pedido por falta de provas ou indícios mínimos de incapacidade.

O caso do ambulante irá a júri popular, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista. Cinco testemunhas foram arroladas para o julgamento, entre elas Alessandra, uma das vítimas.

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