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Além das fibras, psyllium é prebiótico e ajuda na saúde do intestino

Sem gosto e sem cheiro, o psyllium tem se popularizado como uma opção para tratar problemas intestinais e aumentar a saciedade. Rica em fibras, a casca das sementes da plantago ovata pode atuar em vários indicadores de saúde.

“Quando o psyllium entra em contato com a água, ele vira um gel bem espesso, que incha no estômago”, conta a professora de Nutrição Dayanne Maynnard, do Centro Universitário de Brasília (Ceub).

Ela explica que esse gel atrasa a digestão, promovendo a saciedade, e ajuda a formar um bolo fecal mais saudável, garantindo um bom funcionamento do intestino. Uma digestão mais lenta também dificulta a absorção de açúcar, evitando picos glicêmicos.

“Ele reduz a absorção de gordura no intestino, o que é ótimo para prevenir doenças do coração. É como se ele fizesse uma faxina nas artérias, limpando o caminho e diminuindo o risco de infarto” explica a nutricionista do Ceub.

O psyllium também é prebiótico. As fibras servem como alimento para as bactérias saudáveis, permitindo que se reproduzam.

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do Metrópoles Saúde e Ciência


Benefícios do psyllium

  • Controle da glicose: as fibras atrasam a absorção dos açúcares pelo intestino, controlando os picos na corrente sanguínea.
  • Promoção da saciedade: as fibras formam um gel que torna as paredes do intestino menos permeáveis, atrasando a digestão e aumentando a saciedade.
  • Equilíbrio do intestino preso: o psyllium forma um gel protetor no intestino que mantém a água “aprisionada” e melhora o trânsito intestinal amolecendo as fezes e facilitando a evacuação.
  • Redução do colesterol: com a formação do gel gerado pelo psyllium, a permeabilidade do intestino é reduzida, o que pode diminuir os índices de colesterol circulando pelo organismo.

Água é essencial para quem consome psyllium

A quantidade de psyllium a ingerir por dia varia para cada pessoa e deve ser recomendada por um profissional de saúde. Pessoas com doenças inflamatórias do intestino, crianças pequenas, indivíduos com dificuldade para engolir ou com alergia não devem tomar o suplemento.

Os especialistas chamam atenção para a ingestão de água, que deve ser reforçada.

“Sem a água necessária, o psyllium pode causar ressecamento das fezes, mas com uma ingestão adequada ele e outras fibras fontes de fibras semelhantes, como o farelo de trigo e a aveia, são excelentes inclusões no cardápio”, conclui o nutricionista Bruno Rua, de Brasília.

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