São Paulo — O latrocínio de Vitor Medrado no Parque Novo Mundo, em fevereiro do ano passado, levou a Polícia Civil a descobrir um esquema milionário de roubo e venda de joias de ouro em São Paulo.
Nessa terça-feira (27/10), o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagrou a terceira fase da Operação Ouro Reverso, e interditou uma joalheria no centro da capital paulista.


Suedna Barbosa foi presa em flagrante nesta terça-feira (18/2)
Polícia Civil/Reprodução

Suedna Barbosa Carneiro, a “mainha do crime”
Arquivo Pessoal

Dois homens em uma moto abordaram e mataram ciclista no Parque do Povo
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Vitor Medrado
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Joalheria no centro de São Paulo interdidatada por receptação de ouro roubado
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Vitor Medrado
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Do latrocínio de Medrado a operação contra receptação de ouro
As investigações começaram logo após a morte de Medrado. O ciclista foi assassinado a tiros em 13 de fevereiro de 2025 enquanto pedalava na zona oeste da capital paulista. Em maio, a Polícia Civil deflagrou a primeira fase da operação com o objetivo de esclarecer o crime.
Na ocasião, as autoridades prenderam Rony Gonçalves, apontado pela investigação como o principal negociador de objetos de ouro roubados em São Paulo. O homem era integrante do esquema comandando por Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como a “Mainha do Crime” e suspeita de participação na morte do ciclista.
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do Metrópoles SP
A mulher é apontada como facilitadora do esquema. Ela emprestava motocicletas, capacetes e armas, entre outros objetos, aos criminosos, que se passavam por entregadores de aplicativo. Além de dar apoio aos ladrões, a dupla também atuava na receptação, integrando o núcleo 1 do esquema criminoso.
Mais tarde, eles repassavam as joias roubadas a outro grupo, o núcleo 2 da operação, acusado de avaliar e descaracterizar o ouro roubado, transformando em novas joias, posteriormente vendidas em lojas no centro de São Paulo como legítimas.
Em seguida, o núcleo 3 era o responsável por movimentar, ocultar e dissimular o dinheiro obtido com o esquema criminoso. Para isso, eles utilizavam empresas de fachada e laranjas, além de depósitos fracionados em espécie, operações de cartão e sucessivas transferências via Pix para pulverizar o montante.
Após a apuração da Polícia Civil, a Justiça determinou, em 13 de outubro, de até R$ 351 milhões para as empresas envolvidas e cerca de R$ 73 milhões para as pessoas físicas do grupo. O Juízo também concordou em interditar por 180 dias a Joalheria Vidal, na Sé, onde ocorria a receptação, avaliação, fusão, descaracterização e reinserção de ouro e joias roubadas no mercado formal.
O magistrado da Vara Estadual Garantias de Organizações Criminosas e Lavagens de Bens, Direitos e Valores, no entanto, não autorizou nenhuma nova prisão pedida pela polícia.
Vítimas além de Medrado
Ao ser morto, o ciclista teve celular e aliança roubados – mas ele não foi a única vítima do crime patrimonial em São Paulo. Diversas ocorrências de roubo de aliança foram noticiadas ao longo do ano passado.
Ainda em maio, na primeira fase da Operação Roubo Reverso, a Polícia Civil recuperou alianças roubadas em lojas do centro da capital paulista. Em seguida, a corporação divulgou imagens das joias, procurando por seus respectivos donos.
À época, foram recolhidos R$ 2,7 milhões em ouro e joias, mais R$ 157 mil em espécie.