O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que ainda não é possível saber quem pode estar por trás da tentativa de sequestro de um avião da Flydubai nesta quarta-feira (30/9) e quais seriam as motivações.
“É muito cedo para dizer; o piloto responsável pelo ataque está… sendo investigado agora na Arábia Saudita. Acredito que ele será levado para os Emirados — de onde ele é, ou pelo menos de onde partiu, de onde decolou —, e nós acompanharemos e possivelmente também participaremos dessa investigação”, disse Netanyahu em entrevista à Fox News ao ser questionado sobre uma possível participação do Irã no ataque.
A aeronave Boeing 737 Max 8 partiu de Dubai com destino a Tel Aviv, mas mudou de rota cerca de duas horas e meia depois, após o piloto ter sido esfaqueado, segundo relatos de passageiros à mídia israelense.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter conversado com Netanyahu após o incidente. Trump disse que “talvez um terrorista” estivesse por trás do ataque.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, também classificou o ataque como uma “tentativa de ataque terrorista jihadista”.
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do Metrópoles
Em nota divulgada pela Embaixada de Israel no Brasil nesta quarta-feira (30/9), Tel Aviv afirma que a ação buscou atingir a relação diplomática com os Emirados Árabes Unidos, de onde o voo partiu.
“O ocorrido é uma flagrante tentativa de atentar não apenas contra a vida dos israelenses, mas também contra as relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, e contra a visão que os Acordos de Abraão representam”, diz a representação diplomática em nota conjunta com o Consulado de Israel no Brasil.