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Fachin não é massoterapeuta para fazer distensão com o diretor da PF

Há coisa de duas semanas, escrevi aqui que o ministro Edson Fachin, presidente do STF, precisava defender publicamente o seu colega André Mendonça, relator dos processos da Farra do INSS e do Banco Master.

Além dos ataques das meretrizes da imprensa, André Mendonça tem de enfrentar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que recorreu à Advocacia-Geral da União, porque o ministro, que está descontente com o andamento das investigações no caso do INSS, requisitou os dados brutos do que já foi apurado.

O silêncio de Edson Fachin, contudo, continua estrepitoso. Ele não defende o que é urgente defender aos quatro ventos e se acumplicia com a destruição do STF levada a cabo por ministros que se comportam como seres onipotentes, acima da lei, diante dos olhos de um país impotente para detê-los.

Veja-se, por exemplo recentíssimo, o caso do jornalista do Maranhão cujo sigilo de fonte foi violado com a chancela de Alexandre de Moraes.

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do Metrópoles

Em malabarismo corporativista, Edson Fachin fez defesa chinfrim da cláusula constitucional que garante a inviolabilidade das fontes jornalísticas, ao mesmo tempo que apoiou que se afrontasse a Constituição a pretexto de investigar crime.

E como explicar que o ministro Flávio Dino possa julgar inimigos políticos no mesmo Maranhão? Edson Fachin não tem poder para tirar o processo da alçada de Flávio Dino, que deveria ter se declarado impedido, mas deveria usar a presidência do Supremo como tribuna moral, ao menos.

No que se refere a André Mendonça, leio na coluna de Andreza Matais que o ministro vem buscando apoio no STF “diante da resistência da PF em cumprir sua determinação de compartilhar todos os documentos brutos que envolvem a investigação da Farra do INSS”.

De acordo com a coluna da colega de Metrópoles, “Edson Fachin chamou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para uma conversa nesta segunda-feira (ontem), em mais uma tentativa de distensionar a crise com o ministro André Mendonça”.

Antes disso, o advogado-geral da União, Jorge Messias, já havia atuado como bombeiro, e não se pode dizer que não tenha atuado dentro dos limites do seu papel institucional.

Edson Fachin, porém, não teria de distensionar nada. Não é massoterapeuta. A sua obrigação seria, isso sim, ser duro com o diretor-geral da PF, que ousou acionar a AGU, em busca de um “remédio jurídico” contra André Mendonça, sob a acusação de que o ministro estaria interferindo indevidamente na corporação.

Se da conversa com o presidente do STF, Andrei Rodrigues sair ainda mais distensionado do que já está, achando que não deve satisfações a André Mendonça, o ministro Edson Fachin ficará ainda mais desmoralizado.

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