Vini Jr. realizou procedimentos estéticos no rosto após reatar o relacionamento com Virginia e a nova aparência dele se tornou assunto nas redes sociais. Dentre os comentários, diversos internautas passaram a comparar o jogador de futebol com outros homens negros.
Ele foi comparado com o cantor Mumuzinho e com o ex-jogador Ramires. Tal comportamento pode ser considerado como racismo? O Metrópoles conversou com especialistas em letramento racial e relações étnico-raciais para entender. Segundo Luiza Mandela, mestre em relações étnico-raciais e escritora, o caso é complexo.
“Antes mesmo do procedimento, já circulavam vídeos de como seria o rosto dele se ele fizesse procedimentos estéticos. Existe uma pressão estética gigante com relação a ele, além do racismo que ele sofre por ser um homem negro e retinto. Não é algo simples”, iniciou ela.

Vini Jr. publicou um álbum de fotos no seu perfil do Instagram
Reprodução/Redes sociais

Vini Jr. publicou um álbum de fotos no seu perfil do Instagram
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Harmonização de Vini Jr.: análise antiga de visagista sobre jogador viraliza
Instagram/Reprodução

Vinicius Jr. fez preenchimento para melhorar o contorno do rosto
Instagram/Reprodução
“As comparações da aparência do Vini Jr. com outros homens negros podem se encaixar, sim, como racismo a partir do momento que a gente homogeniza os corpos negros. A comparação, no nosso caso, faz parte desse processo de achar que todos os negros são iguais ou que são parecidos com alguém. Isso que as pessoas fazem inconscientemente, muitas vezes é reflexo do racismo estrutural”, completou.
A psicoterapeuta Deborah Medeiros corrobora a ideia, mas acredita que o assunto está mais ligado com a futilidade das redes sociais. “Para afirmar que é racismo, o teor das comparações teria que ser analisado. Podemos localizar o racismo se a comparação for com outros homens negros com traços fenotípicos menos negroides ou com a estética branca, por exemplo”, justifica.
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Vini Jr. alterou os traços raciais?
Na web, diversos perfis apontaram que o jogador de futebol teria alterado os traços raciais com a harmonização facial. Entretanto, as especialistas afirmam que as alterações não mudaram a negritude de Vini Jr.
“Percebi que o maxilar ficou mais marcado e essa característica é considerada um sinal atraente, indicativo de masculinidade e jovialidade. Homens brancos fazem os mesmos procedimento e não recebem tantas críticas. Vini Jr. segue sendo negro da mesma maneira”, afirmou Deborah.
Luiza Mandela complementou: “Eu acredito que é um problema quando a pessoa modifica completamente o rosto em prol de se encaixar em um padrão de beleza. A partir do momento que a pessoa está insatisfeita com o próprio rosto, tem condições, e quer fazer o procedimento, eu não vejo problema.”