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J&J tenta acordo para fechar processos sobre talco e câncer de ovário

A Johnson & Johnson anunciou nessa segunda-feira (27/7) uma proposta de acordo para encerrar a maior parte dos processos judiciais nos Estados Unidos que associam seus produtos à base de talco ao câncer de ovário.

Pelo plano, a empresa se compromete a pagar US$ 5,5 bilhões — equivalente a cerca de R$ 28 bilhões, desde que escritórios de advocacia que representam pelo menos 95% das ações restantes aceitem a resolução.


Entenda o caso

  • Desde 2009, a Johnson & Johnson enfrenta milhares de processos nos Estados Unidos que alegam que produtos à base de talco causaram câncer de ovário.
  • As ações afirmam que o talco estaria contaminado por amianto, substância reconhecida por aumentar o risco de câncer.
  • A empresa sempre negou as acusações e sustenta que seus produtos são seguros, livres de amianto e não causam câncer.
  • Em 2022, a Johnson & Johnson anunciou que deixaria de fabricar e vender o talco para bebês à base de talco mineral em todo o mundo, substituindo-o por uma versão feita com amido de milho. A empresa afirmou que a decisão foi comercial, e não motivada por questões de segurança.

Em comunicado, a companhia afirmou que o acordo poderá resolver cerca de 76 mil processos e destacou que a proposta foi apresentada após decisões judiciais recentes favoráveis à empresa. A Johnson & Johnson sustenta que “as alegações carecem de fundamento científico” e afirma que estudos e avaliações de órgãos reguladores não encontraram evidências de que o talco cosmético cause câncer.

Os processos começaram em 2009 e reúnem ações de consumidores que alegam que o uso prolongado de produtos à base de talco teria provocado câncer de ovário devido à possível contaminação por amianto. A empresa nega as acusações e afirma que seus produtos são seguros e livres da substância.

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A proposta prevê um primeiro pagamento de até US$ 3 bilhões de dólares (cerca de R$ 15,4 bilhões) em 2027,enquanto as demais parcelas seriam quitadas a partir de 2028.

Segundo a Johnson & Johnson, o acordo também complementa resoluções já firmadas para a maior parte dos processos relacionados ao talco, incluindo ações envolvendo mesotelioma e disputas com fornecedores da matéria-prima.

Embora mantenha a posição de que o talco não causa câncer, a Johnson & Johnson deixou de vender mundialmente o talco para bebês à base desse mineral em 2023 e passou a comercializar uma versão produzida com amido de milho.

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