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Repouso e adaptação da casa são essenciais após amputação em pets

A notícia de que um cão ou gato precisa passar por uma amputação costuma ser um choque avassalador para os tutores. No entanto, a prática clínica mostra que os animais dão uma verdadeira lição de resiliência e se adaptam à nova realidade muito mais rápido do que os humanos imaginam.

Segundo especialistas, como os pets não têm o fator psicológico ou estético, eles focam apenas em se recuperar, superando o sumiço de um membro em poucos dias se receberem o suporte correto em casa. A velocidade da recuperação depende do porte do animal, do membro afetado e da preparação correta do ambiente doméstico.

O pet traz alegria ao lar
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O pet traz alegria ao lar

Freepik

Cuidar da dieta do seu pet é importante para promover saúde
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Cuidar da dieta do seu pet é importante para promover saúde

Lum3n/ Pezels

Cuidar adequadamente do animal é missão do tutor
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Cuidar adequadamente do animal é missão do tutor

Reprodução/Alto Astral

A ração tradicional todos os dias pode parecer pouco atraente para os cães
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A ração tradicional todos os dias pode parecer pouco atraente para os cães

Reprodução/GettyImages

É preciso ter cuidado com a saúde bucal dos animais
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É preciso ter cuidado com a saúde bucal dos animais

Reprodução/ Freepik

Pós-operatório e primeiros cuidados

As primeiras 48 a 72 horas após o procedimento cirúrgico exigem atenção redobrada no lar do animalzinho. Como o pet enfrentará dificuldades iniciais para encontrar seu novo equilíbrio, o tutor deve preparar um espaço acolchoado e confortável.

O uso de pisos antiderrapantes é fundamental para evitar quedas nessa fase. Além disso, o manejo de medicamentos e a limpeza diária seguem o padrão de uma cirurgia comum, embora o tipo de procedimento seja mais complexo.

De acordo com a veterinária cirurgiã e ortopedista Iamylle Carmo, nos primeiros momentos, os tutores sempre levam um baque e ficam assustados, mas ela pondera que “a maioria dos problemas de adaptação, entendimento e aceitação vem mais do humano do que dos próprios pets”.

“Às vezes a amputação ocorre por indicação médica. O membro afetado por um câncer, por exemplo, costuma trazer um alívio imediato nas dores crônicas que o animal sentia antes de operar.”

A professora pontua que, quando ocorre a retirada de um membro nessas situações, para o pet “é uma sensação de conforto muito grande”. Com cerca de 15 dias, na data de retirar os pontos, a maioria dos pacientes já está conseguindo ficar em pé e caminhar bem.

Imagem colorida de tutora fazendo carinho em cachorro
Segundo a especialista, cães e gatos demonstram um enorme potencial de superação quando mantidos em um ambiente com amor e cuidados

Reabilitação e fisioterapia

A fisioterapia desempenha um papel indispensável na recuperação do pet. Assim que o paciente sai da cirurgia de amputação, ela pode ser iniciada de forma passiva, com o uso de laser e ultrassom para regeneração dos tecidos e controle da inflamação.

Na sequência, o trabalho parte para a reabilitação ativa. Essa etapa ajuda o animal a reconhecer o próprio corpo e a reaprender a se locomover. O tratamento domiciliar tem facilitado muito o processo, principalmente para cães de grande porte cujo transporte é difícil.

Embora nem todos os animais necessitem obrigatoriamente do acompanhamento profissional para voltar a andar, a ortopedista reforça que todos eles se beneficiam muito das terapias.

O uso de próteses ou cadeiras de rodas também não é uma regra geral. A maioria deles consegue viver de forma saudável, ativa e com muita independência sem esses acessórios.

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Os vira-latas são os mais populares entre cães e gatos
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Os vira-latas são os mais populares entre cães e gatos

Getty Images

Muitas pessoas também escolhem ter cães e gatos juntos
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A convivência pode ser positiva para os pets
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Cães Online / Reprodução

A adoção de vira-latas é importante no combate ao abandono animal
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Centros de doação no DF recebem cães e gatos para transfusões seguras em situações de emergência
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Centros de doação no DF recebem cães e gatos para transfusões seguras em situações de emergência

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Qualidade de vida a longo prazo

O prognóstico e o futuro do pet dependem diretamente da causa que levou à cirurgia, sendo os casos oncológicos mais delicados pelo risco de metástases. Para pacientes que passaram pela amputação devido a traumas, a expectativa de vida é excelente.

Porém, como o peso do corpo precisa ser redistribuído nos membros restantes, o animal pode sofrer sobrecarga na coluna ou apresentar artrose precoce a longo prazo. Para prevenir esses problemas, o controle rigoroso do peso se torna uma questão vital.

“Mudanças simples na rotina ajudam muito. Impedir que o pet use escadas, suba em móveis altos ou faça corridas bruscas no dia a dia garante o bem-estar necessário para que ele viva sem dores”, diz a veterinária.

Para os tutores que enfrentam esse momento difícil e temem pelo futuro do companheiro, a veterinária deixa uma mensagem de otimismo sobre o potencial de superação dos animais: “Eles merecem uma segunda chance, a gente não pode desistir deles, assim, tão facilmente. A gente precisa dar essa oportunidade para que eles consigam se superar”

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