Um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros aponta que a própolis marrom, uma variedade menos conhecida do produto das abelhas, pode atuar na prevenção do câncer de cólon. Os resultados indicam que compostos presentes nessa substância têm efeito protetor ligado à redução de processos inflamatórios, que estão entre os fatores associados ao desenvolvimento da doença.
A pesquisa analisou diferentes tipos de própolis produzidas no Brasil, incluindo as versões verde, vermelha e marrom. Todas apresentaram algum efeito protetor, mas a própolis marrom chamou atenção por apresentar resultados mais expressivos mesmo em doses menores.
“Embora essas três própolis brasileiras tenham composições químicas diferentes, todas apresentaram efeito na proteção contra o processo de carcinogênese, especialmente no câncer de cólon”, explica a professora Denise Crispim Tavares, que participou do estudo.
Como a própolis atua no organismo
A própolis é produzida por abelhas a partir de resinas vegetais, e sua composição varia conforme a origem dessas plantas. No caso da própolis marrom, a principal fonte está associada à araucária, comum na região Sul do país, o que influencia suas características químicas.
Os testes foram realizados em laboratório e em modelos animais, etapa inicial da pesquisa científica. Os resultados indicam que o efeito observado está relacionado à ação anti-inflamatória dos compostos presentes na substância.
“A carcinogênese do cólon envolve muitos aspectos de inflamação. No nosso estudo, conseguimos observar o efeito anti-inflamatório da própolis e associá-lo ao potencial preventivo contra o câncer”, afirma Denise.
Esse ponto é considerado relevante porque processos inflamatórios crônicos estão entre os fatores que contribuem para o desenvolvimento de tumores.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
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A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
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Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
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Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
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A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados
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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
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Potencial ainda em investigação
Apesar dos resultados, os pesquisadores destacam que ainda não existe um produto pronto para uso com base nesses achados. A própolis marrom pode, no futuro, ser estudada como suplemento alimentar voltado à prevenção, mas isso depende de novas etapas de pesquisa, incluindo testes em humanos.
Segundo Denise, o estudo também reforça a importância de investigar a biodiversidade brasileira em busca de novas substâncias com aplicação na saúde.
“O Brasil tem uma vasta biodiversidade, oferecendo muitos recursos a serem explorados na obtenção de substâncias para fins terapêuticos”, diz.
A pesquisadora faz um alerta importante. O fato de um produto ser natural não significa automaticamente que ele seja seguro ou eficaz.
“A população em geral tem o falso conhecimento de que tudo que é natural é bom. Muitos medicamentos, inclusive quimioterápicos, são derivados de plantas”, afirma.
Para ela, o papel da ciência é justamente entender essas substâncias e transformá-las em soluções seguras. “Cabe à pesquisa estudar esses compostos para oferecer produtos com qualidade, segurança e eficácia, que possam promover a saúde”, conclui.