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a farsa do giroflex que invade as ruas do DF

O cenário é comum em emergências reais: luzes azuis e vermelhas refletindo nas placas de sinalização, o som estridente da sirene e o fluxo de veículos se abrindo como mágica. No entanto, por trás de muitos desses sinais de urgência que cortam as avenidas do Distrito Federal, não há um policial, uma ambulância ou bombeiro. Há, na verdade, um motorista comum, armado de audácia e um kit de “giroflex” comprado por menos de r$ 200 na internet, disposto a tudo para não perder 10 minutos em um engarrafamento.

A moda das viaturas fake, veículos particulares transformados ilegalmente em veículos oficiais, deixou de ser uma lenda urbana para se tornar um problema crônico de segurança viária na capital da República. Na noite dessa segunda-feira (11/5), a coluna Na Mira teve acesso a registros exclusivos que ilustram o tamanho do descaramento. Um Honda WR-V preto, de uso estritamente particular, foi flagrado cruzando a Estrada Parque Vicente Pires (EPVP), sentido Águas Claras, com um sistema de roto lights (giroflex) acionado.

A coluna apurou que o utilitário está registrado em nome de um engenheiro civil, natural do Rio de Janeiro, que não possui qualquer vínculo com forças de segurança ou órgãos dos Três Poderes. Embora o proprietário tenha sido identificado, o nome não será revelado, uma vez que, no momento do flagrante, não foi possível confirmar se era o próprio engenheiro quem conduzia o veículo.

Engrenagem de infrações

O que move essa engrenagem de infrações é a facilidade absurda de acesso aos equipamentos. Em uma rápida busca por plataformas de e-commerce ou em lojas de acessórios automotivos na capital, é possível encontrar strobos e sirenes com preços que variam entre R$ 90 e R$ 360.

Os vendedores não exigem documento funcional, autorização do Detran ou prova de que o comprador integra alguma corporação oficial. A indicação de “uso apenas em veículos corporativos” é apenas uma recomendação protocolar que, na prática, é solenemente ignorada por quem busca a “vantagem” de furar a fila do trânsito.

A prática não é apenas falta de ética; é uma infração grave. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o uso desses dispositivos é restrito:

  • Artigo 29: estabelece que apenas veículos de socorro, polícia, fiscalização e ambulâncias têm prioridade de passagem quando devidamente identificados e com dispositivos acionados;
  • Artigo 230: conduzir veículo com dispositivo próprio de sinalização de emergência sem autorização é infração grave;
  • Penalidades: multa de R$ 195,23, perda de 5 pontos na CNH e a retenção do veículo para regularização (retirada do equipamento).

Números assustam

O Detran-DF informou que não tem um recorte específico apenas para o uso de giroflex, mas o volume de autuações ligadas ao Artigo 230 do CTB (que engloba diversas irregularidades de equipamentos e condução) é alarmante: já são mais de 70 mil notificações, apenas no primeiro semestre de 2025.

Sem operações específicas para coibir exclusivamente os “giroflex piratas”, o flagrante depende da sorte dos agentes em blitze ou de denúncias da população.

Quem presenciar um veículo particular fazendo uso desses dispositivos, pode registrar a denúncia pela Ouvidoria do GDF, através do site Participa DF, informando placa, modelo e local do ocorrido.

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