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Desenrola 2.0 já renegociou cerca de R$ 1 bilhão em dívidas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta segunda-feira (11/5), que o Novo Desenrola Brasil, conhecido como Desenroal 2.0, tem cerca de 200 mil pedidos de renegociação de dívidas junto aos bancos. Conforme o ministro, no total, foram renegociados “perto” de R$ 1 bilhão em dívidas.

“A gente já tem perto de R$ 1 bilhão de dívidas renegociadas. São 200 mil pedidos já em avaliação dos bancos. Destes 200 mil, 100 mil praticamente fechados e um volume crescente. Cada dia a gente tem visto renegociações sendo feitas, o que é muito importante. Esta semana o Fies para os inadimplentes deve ficar totalmente operativo”, disse Durigan.

O programa de refinanciamento de dívidas foi instituído pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio da assinatura, na última segunda-feira (4/5), de uma medida provisória (MP). O governo acredita ser possível renegociar R$ 42 bilhões em dívidas.

Os juros do programa de renegociação são de até 1,99% ao mês, e os descontos poderão variar de 30% a 90% do valor devido. Também é possível sacar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas.


Regras

  • Pelas regras do programa, a dívida renegociada terá descontos que variam de 30% a 90%.
  • A taxa de juro máxima será de 1,99% ao mês.
  • A iniciativa concederá até 48 meses de prazo para pagamento.
  • Também foi estabelecido prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela.
  • Estipulou-se o limite da nova dívida (após descontos) em até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira.
  • A transação tem garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).

O desconto aplicável depende do tipo de dívida e também do período de atraso. No caso de crédito pessoal, o desconto varia de 30% a 80%. Em se tratando de rotativo no cartão de crédito, o alívio do débito oscila entre 40% e 90% do valor da dívida. Em ambos os casos, o desconto aumenta de acordo com o tempo de dívida vencida. Veja:

 

Endividamento das famílias

O pacote do governo é lançado em um contexto de alto nível de endividamento das famílias brasileiras. Dados recentes do Banco Central (BC) mostram que a parcela da renda comprometida com dívidas segue elevada, pressionada principalmente pelos juros altos em modalidades como cartão de crédito e cheque especial.

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