Uma comitiva de parlamentares reuniu-se, nesta quarta-feira (6/5), no Itamaraty para cobrar providências do governo brasileiro pela soltura do ativista brasiliense Thiago Ávila, detido em Israel. Participaram do encontro o deputado distrital Fábio Felix (PSol-DF), as deputadas federais Erika Kokay (PT-DF), Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Sâmia Bomfim (PSol-SP), além da esposa de Thiago, Lara Souza.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Felix disse que o grupo foi recebido pela ministra interina, Maria Laura da Rocha. O parlamentar afirmou que a comitiva cobrou medidas efetivas do governo brasileiro em defesa do ativista.
A deputada Fernanda Melchionna declarou que a resposta apresentada até o momento pelo governo brasileiro foi “insuficiente” e defendeu uma atuação mais firme diante da prisão do ativista. “Viemos reforçar a necessidade de medidas com mais firmeza”, declarou.
Erika Kokay destacou que Thiago participava de uma missão humanitária em apoio ao povo palestino quando foi detido.
“Nós temos um brasileiro que foi sequestrado e que estava no exercício de uma missão humanitária para o povo palestino, que tem sofrido ações genocidas. Viemos aqui para que o governo brasileiro possa usar todos os instrumentos necessários para que Thiago seja colocado em liberdade”, afirmou a deputada.
A esposa do ativista, Lara Souza, também pediu mobilização das autoridades brasileiras e da sociedade civil pela libertação de Thiago.
“Nós precisamos continuar nos mobilizando, precisamos continuar lutando pela liberdade do Thiago. Precisamos dessa mobilização do governo e da sociedade civil”, disse.
Thiago Ávila e o ativista espanhol Saif Abu Keshek viajavam com destino a Gaza quando foram interceptados por forças israelenses em águas internacionais, nas proximidades da Grécia, na última quarta-feira (29/4).

Ativista brasiliense Thiago Ávila
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Um dos líderes da flotilha por Gaza, Thiago Ávila compareceu a um tribunal em Ashkelon, neste domingo, onde foi submetido a interrogatório
Divulgação/Estado de Israel

Essa é a segunda vez que Ávila embarca para Gaza
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Ativista brasileiro embarca em nova missão para a Faixa de Gaza
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Thiago Ávila foi preso em águas internacionais
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Segundo a organização de direitos humanos Adalah, o brasiliense relatou ter sido mantido em isolamento e com os olhos vendados após a detenção. Ávila também teria afirmado aos advogados que sofreu agressões durante a abordagem, incluindo espancamentos que o fizeram desmaiar.
Uma audiência estava marcada para essa terça-feira (5/5) para avaliar a situação do brasileiro. Foram apresentadas cinco acusações contra o ativista, todas relacionadas à suspeita de associação com terrorismo e colaboração com o inimigo em período de guerra.
Lula pediu soltura imediata
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repudiou a prisão do ativista brasiliense Thiago Ávila em águas internacionais durante uma flotilha que tinha como destino a Faixa de Gaza. O petista classificou a medida como “injustificável” e pediu a soltura imediata do brasileiro.
“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha Global Sumud, é uma ação injustificável do governo de Israel, e causa grande preocupação e deve ser condenada por todos”, escreveu o presidente em uma manifestação nas redes sociais.
Lula afirmou também que a interceptação da flotilha Global Sumud “já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”.