Indicado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias afirmou nesta quarta-feira (29/4) que a Corte não pode ser um “Procon da política”, mas que não pode ser omissa. O advogado-geral da União passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde precisa de 14 votos para ser aprovado.
“Entendo que o Supremo Tribunal Federal não deve ser o Procon da política. Não é o espaço do Supremo Tribunal Federal. Agora, o Supremo Tribunal Federal não pode ser omisso, posto que a própria Constituição estabelece hipóteses muito restritas de atuação do Supremo na proteção e defesa da dignidade da pessoa humana, na vedação à discriminação, na defesa da igualdade”, declarou.

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF)
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Messias será sabatinado nesta quarta-feira pelo Senado
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Jorge Messias chega para sabatina no Senado Federal
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Messias foi indicado Lula para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso
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“A credibilidade da Corte é um compromisso e uma necessidade. Precisamos, por sua importância, que o STF se mantenha aberto permanentemente ao aperfeiçoamento”, disse Messias
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Jorge Messias na CCJ do Senado
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Jorge Messias no Senado
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Messias: “Entre erros e acertos, o STF vem se mantendo firme como guardião da supremacia constitucional e do nosso estado de direito”
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Jorge Messias e senador Otto Alencar, presidente da CCJ do Senado
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Messias declarou ser favorável à delimitação de espaço de atuação de cada Poder e reforçou ser contrário à atuação mais incisiva do STF em temas no Legislativo.
O sabatinado defendeu ainda a autocontenção do Poder Judiciário para preservar a harmonia entre os Poderes. Em sua fala de abertura, o indicado para a Suprema Corte disse que não deve existir “nem ativismo nem passivismo”, mas, sim, equilíbrio entre todas as partes.
Após a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, haverá votação em plenário, etapa final do processo, em que é necessário atingir maioria absoluta — 41 dos 81 senadores.