Lideranças do PT avaliam que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, se tornou figura-chave na eleição para o governo de São Paulo em 2026.
A avaliação é de que Kassab, por ter forte influência em todo o estado, pode ajudar indiretamente a candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.

Presidente do PSD, Gilberto Kassab
Fábio Vieira/Metrópoles

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Com base nessa leitura, petistas têm estimulado Kassab nos bastidores, por meio de interlocutores, a patrocinar uma candidatura de centro ao governo paulista.
A aposta é de que um nome de centro ajudar a levar a disputa para o segundo turno, evitando que Tarcísio de Freitas (Republicanos) se reeleja no primeiro turno.
Para caciques do PT, o candidato não precisaria ser, necessariamente, do PSD, mas alguém apto a conquistar o voto do eleitor de centro-direita, órfão do PSDB.
Para os petistas, levar a disputa para o segundo turno seria fundamental para igualar o tempo de TV, ampliar o desgaste de Tarcísio e conquistar o voto dos eleitores de centro.
Kassab e Tarcísio
Embora Kassab já tenha dito publicamente que apoiará a reeleição de Tarcísio, aliados de Haddad apostam em uma possível mágoa do cacique do PSD com o atual governador.
Segundo pessoas próximas a Kassab, ele teria ficado muito incomodado com Tarcísio após ser escanteado pelo governador paulista na chapa de reeleição.
Tarcísio, como noticiou a coluna, pretende manter seu vice, Felício Ramuth. Para viabilizar a reedição da chapa, Ramuth trocou o PSD de Kassab pelo MDB.
Outro episódio que ampliou o desgaste entre os dois foi a escalação do ex-governador Rodrigo Garcia, desafeto de Kassab, para ajudar na campanha de Tarcísio.