Se tem uma coisa que a família Bolsonaro entende, além de redes sociais e falso patriotismo, é de uma barulhenta lavagem de roupa suja em público. O clima da turma, que já era de velório com o “capitão” na Papudinha, virou campo de guerra.
De um lado, Eduardo Bolsonaro, o filho “03”, cobrando lealdade cega ao clã. Do outro, Michelle e a nova pedra no sapato da família, Nikolas Ferreira.
O deputado mineiro não é bobo. Resolveu usar a tática do desdém. Atacado por Eduardo por não carregar o piano da candidatura de Flávio à presidência, Nikolas pediu para deixarem Michelle viver seu “calvário”. E disparou o golpe de misericórdia:
“O Eduardo não tá bem”.
Traduzindo: para Nikolas, o filho do homem já não tem credibilidade.
Já o “03” acusa a madrasta de sofrer de amnésia seletiva. Michelle apoia Nikolas a todo momento, mas não gasta um post para ajudar o enteado Flávio, o “escolhido” do papai. Para Eduardo, a eleição é simples: Flávio contra Lula. Para Michelle, a conta é outra. E não inclui os filhos do marido.
Enquanto Bolsonaro definha na prisão, o bolsonarismo canibaliza seus próprios herdeiros. Nikolas quer brilhar sozinho. Michelle quer o trono. E os filhos tentam, desesperadamente, segurar um poder que escorre pelas mãos.
A confusão gera barulho, é verdade. Mantém a turma nos holofotes. Para quem só tem a polarização como projeto de país, o caos é um método. E o resultado segue sendo bom… para eles, claro.
A briga entretém, mas uma casa dividida não se sustenta — nem com carta escrita na prisão, nem com post no Twitter.
O importante é que a pipoca está no ponto.