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De saída da Rede, grupo de Marina Silva pode se dividir entre PT e PSB

De saída da Rede Sustentabilidade, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e seu grupo, mantém conversas com outros partidos para definir seu futuro político e eleitoral. De acordo com interlocutores dela, a tendência é de que haja uma divisão entre o PT e o PSB da ala ligada à ministra.

Isso porque os “marinistas” se tornaram minoritário dentro da Rede, partido fundado por ela e hoje comandado pela ex-senadora Heloísa Helena.

Segundo aliados, uma das principais possibilidades é de que a ministra dispute o Senado por São Paulo no ano que vem. Interlocutores de Marina em diferentes legendas afirmam enxergar pouca disposição dela em disputar a reeleição como deputada federal.

O retorno?

A pessoas próximas, a ministra já chegou a afirmar que aceitaria ser suplente de Fernando Haddad (PT) em uma eventual candidatura ao Senado, podendo assumir a cadeira caso o ministro seja reconduzido à Esplanada em um cenário com Lula reeleito. Caso Haddad se candidate ao Governo de São Paulo ou não se lance às urnas, Marina pode ser o nome petista na disputa.

Além de ter conversado com a cúpula do PT para um possível retorno ao partido, Marina também já recebeu convites do PSol e do PSB e vem avaliando as propostas. De acordo com aliados da ministra, no entanto, a tendência é de que quadros ligados a ela em São Paulo acertem a transferência ao PSB, mesmo que Marina vá para o PT.

É o caso da vereadora Marina Bragante e da deputada estadual Marina Helou, que estão em conversas avançadas com o PSB e podem fechar com o partido até março. Outros quadros da Rede ligados a Marina, e que também podem engrossar a “debandada”, é o deputado federal Ricardo Galvão, que assumiu a cadeira como suplente de Guilherme Boulos (PSol), e o deputado Tulio Gadelha.

A ida de Marina ao PT ocorreria no contexto de uma negociação direta entre a ministra e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alguns petistas têm defendido uma chapa de esquerda “centrista” na corrida ao Senado em São Paulo, como forma de fazer frente à aposta bolsonarista para a Casa, com Guilherme Derrite (PP) e outro candidato indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), provavelmente do PL.

Neste cenário, uma possível dupla seria composta por Marina e Simone Tebet, que mantém conversas com o PSB. Aliados de Lula também analisam Tebet como opção para o Governo de São Paulo.

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