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ouvidoria do MP pede providências

A Ouvidoria do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) encaminhou uma notícia de fato à promotora de Justiça do Núcleo de Direitos Humanos e pediu providências sobre o caso da médica que foi chamada de “macaca” e “macaquinha” por um bombeiro do DF.

A médica Rithiele Souza Silva sofreu os ataques racistas após postar nas redes sociais um vídeo em que comenta uma abordagem policial a que foi submetida. Ela relata que um dos PMs a questionou se tinha passagens pela polícia.

O vídeo repercutiu, e o conteúdo chegou a um grupo de mensagens de bombeiros. Um militar da corporação reagiu ao vídeo e xingou a médica: “A macaca quis meter a carteirada e tomou no ‘toba’. Parabéns policiais do DF”, disse.

Veja:

“Considerando a gravidade dos ataques racistas e dos relatos de discriminação na abordagem policial, encaminho a presente notícia de fato para conhecimento e adoção das providências que esse órgão entender cabíveis”, escreveu o Ouvidor-Geral do MPDFT, Flávio Milhomem, no ofício encaminhado à promotoria.

O fato também foi levado ao conhecimento da Promotoria de Justiça Militar do DF.

Vídeo sobre a abordagem

Com aproximadamente 1,7 milhão de visualizações, o vídeo que viralizou mostra uma abordagem da Policia Militar do Distrito Federal (PMDF) à médica na região de Sobradinho (DF).

A mulher estava a caminho de casa quando foi parada por policiais. Ela conta que a primeira ação deles durante a abordagem foi pedir para descesse do carro. Em seguida, a questionaram se tinha passagens pela polícia.

“Essa pergunta me deixou constrangida e intimidada. Eles me perguntaram também o que eu estava fazendo ali na região, e falei que morava perto”, contou.

Rithiele então apresentou como documento de identificação sua carteira de médica, o que fez com que os militares mudassem a maneira como a tratavam.

“Depois disso, a abordagem foi totalmente pacífica e eles mudaram o tom comigo. Até me explicaram porque que estavam ali. Mas eu não concordei com o tom inicial”, explicou.

Ela conta que optou por levar a situação ao seu perfil como uma forma de incentivar seus seguidores. “O que eu falo no vídeo é para as pessoas estudarem e sair de situações como essa de cabeça erguida, porque eu me senti ofendida ao ser confundida com uma bandida, mas eu sou uma médica. É como eu tivesse mostrando que venci na vida”, acrescentou.

Em nota, a PMDF reforçou que a abordagem faz parte da rotina do policiamento ostensivo, e reafirmou o “compromisso com o respeito aos direitos fundamentais, com a legalidade e com a atuação profissional de seus policiais em todas as ocorrências”.

“A Polícia Militar do Distrito Federal esclarece que as abordagens policiais seguem critérios técnicos e legais, com o objetivo de garantir a segurança da população, sendo realizadas de forma igualitária, respeitosa e sem distinção de posição social, profissão, raça ou qualquer outra condição”, completou.

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